Antes do rádio, o samba ia de boca em boca no teatro de revista. Jura, 1928: Sinhô no papel, o aluno Mário Reis no 78 da Odeon, Aracy Cortes no palco. José Barbosa da Silva morreu em 1930 — a obra é patrimônio comum. O Cifra Club às vezes credita “Sinhô e José Barbosa da Silva”: é a mesma pessoa.
Principais aprendizados
- Direito: Sinhô = José Barbosa da Silva. Sem coautor. PD no Brasil. Zeca Pagodinho (2000, novela O Cravo e a Rosa) é intérprete: o fonograma dele tem direito conexo; a obra não.
- Tom didático: Dó (C), sem capo. Conferido no Cifra Club e no Cifras.com — as duas cifras são a mesma harmonia.
- Intro: G7–C–A7–Dm, duas vezes, e G7–C. É o “motor” do samba de 1928 ainda amaxixado.
- Fm: no “meu amor”; se a pestana travar, toque F.
- Palco: Mário Reis (gravação histórica) + Zeca Pagodinho (Topic, oembed ok). Busque no Spotify: Jura Zeca Pagodinho.
Como acompanhar
No palco acima: a jura de 1928 e a de 2000, a cifra com a letra e os desenhos. O gancho é curto — Jura, jura pelo Senhor — e o meio pede F e Fm. Mário Reis cantava “beijo puro da catedral”; a letra que circula (e a de Zeca) traz “na catedral do amor”. No palco vai o texto público usual; a nuance é de intérprete, não de direito.
Esta semana no instrumento: 15 minutos na intro (G7–C–A7–Dm) até virar levada. Depois o “Jura pelo Senhor” e o desvio F–Fm.
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FAQ
Por que a letra inteira?
Sinhô morreu em 1930. Setenta anos depois, a obra é de todos. O fonograma do Zeca, não: por isso o palco só embute o YouTube.
Devo copiar o pagode do Zeca ou o maxixe de 1928?
A harmonia que ensinamos é a das cifras públicas em C — serve nos dois. A levada muda: 1928 é mais amaxixado; Zeca puxa partido. O palco não finge que o DVD de 2010 é o 78 da Odeon.
Tem aula de teclado?
Não achamos videoaula estável só de teclado. Os diagramas do palco cobrem as notas; o ouvido, as duas gravações.